História do RPG

 

Sinopse

◆ Origem do Mundo 

Antes do próprio tempo, não existia nada, apenas o Vazio Eterno em contraste com a Luz Primordial. O choque entre o Vazio e a Luz (Big Bang) gerou 5 Entidades Primordiais, sendo elas: Aurelius, o primeiro a surgir, com maior afinidade com a Luz Primordial por nascer diretamente dela, Merítia, a segunda, criada pouco antes da colisão entre a Luz e as Trevas, Vexian, o terceiro, gerado durante a colisão, Ixius, o quarto, gerado pouco após a colisão, e, por último Titanus, que nasceu do próprio Caos e do Vazio.


◆ Trindade Cosanguínea ◆

Aurelius, logo que ocorreu a explosão, por sua pureza absoluta, foi escolhido como o senhor de toda a Criação, moldando O Mundo à sua vontade, criando os primeiros seres vivos do universo, e também o planeta que possivelmente toda a vida se originou: Yaeden (Éden).

Vexian, gerado durante a colisão, foi encarregado do equilíbrio de todo o Firmamento, criando todas as as leis universais que levariam à harmonia entre o certo e o errado, impedindo o retorno do Caos Primordial.

Mas Titanus, que herdou o próprio Caos, apresentou-se descontente com o trabalho de seus irmãos, pois segundo ele, não teria como haver harmonia sem desordem, criação sem destruição, vida sem a morte, e imediatamente confrontou-os em uma batalha que trouxe uma vez mais a destruição de toda a Criação. 

Ao fim do combate, Titanus foi jogado ao mais baixo nível de toda a Criação, e Aurelius assim, sob orientação de seu maior ajudante naquele combate, seu irmão, Vexian, decidiu dividir toda a Existência em 3 Planos: Etéreo, onde os deuses e almas bem-aventuradas residem; Terreno, onde residem todos os Mortais, criados após o segundo Fim; e finalmente, o Plano Netéreo, onde toda a maldade reside, onde apenas os ímpios e perversos, após sua morte, serão lançados, sendo também, a morada e prisão de Titanus. 


◆ Formação do Panteão ◆

Após a derrota de Titanus e da recriação do mundo, o choque entre suas forças durante a batalha gerou uma sexta divindade: Ariarath.

Com o fim da guerra, Aurelius casou-se com a divindade que surgiu logo após ele, Merítia, que logo se tornou a Rainha dos deuses e Aurelius o Rei dos deuses, aclamados por Vexian, deus do equilíbrio; já Ixius, tomou para si Ariarath, e com isso, ambos os casais primordiais tiveram uma prole.

Aurelius e Merítia tiveram Agnovax, Anoriax e Hzaelvyr.

Ixius e Ariarath tiveram Thamor e Aamon.

Ixius, vendo que seu amado filho caçula sentia-se solitário, criou para ele uma esposa, gerada através de uma de suas costelas e com uma das penas de suas asas, sendo ela Zara. Bela como Ariarath, forte como Ixius e Aamon, sábia como Vexian, e principalmente, obediente como Thamor.

Mas Titanus, mesmo preso, vendo a prosperidade de seus irmãos, não se esqueceria de sua vingança, e, através de sua semente, germinada no próprio abismo com a própria escuridão primordial, gerou seus 3 filhos: Molok, Marduk e Nepharious.


◆ Formação do Panteão ◆

Assim sendo, os deuses dividiram suas funções entre si.

Aurelius tornou-se o Rei dos deuses, Soberano dos Céus (Espaço), do Tempo e do Cosmos.

Merítia tornou-se a rainha dos deuses, sendo a deusa da Maternidade, da Fertilidade, da Natureza e da Magia Branca. É atribuído a ela a criação dos Elfos do Bosque, das Fadas, dos Animais e dos Animalistas, sendo conhecida por estes como Lyv ou Elwyn.

Vexian tornou-se o deus de todo o equilíbrio, das leis, das condutas, da ordem, da punição, do julgamento inexorável (final) e da absolvição, sendo considerado o juíz das almas. Sob autonomia a ele concedida por Aurelius, é responsável por punir ou abençoar civilizações e mundos inteiros. 

Coube, então, a Ixius o papel de deus da Criação, da Engenharia, Tecnologia, e principalmente, da arte Arcana. Atribui-se a ele a criação da Humanidade, porém, também lhe é atribuído a criação de todas as raças primitivas, tais como os Anões, Orcs, Duendes, e criaturas lendárias, sendo Zara sua maior criação.

Ariarath, por outro lado, foi escolhida como a deusa do amor, da sexualidade, da paixão, da beleza e todos os conceitos Tântricos, Eróticos ou Platônicos. Seus 2 filhos com Ixius são conhecidos, tal como os filhos de Merítia e Aurelius, como Etéreos, sendo considerados deuses menores (de segunda geração).

Titanus, por fim, vendo-se desolado e recluso no submundo (abismo do Néter), tornou-se o soberano do inferno, sendo o responsável por castigar todas as almas a ele confinadas por toda a eternidade, alimentando-se de seu ódio, dor, sofrimento, tristeza, angústia e demais emoções negativas para enfim empoderar-se e algum dia se vingar de seus irmãos, trazendo o caos ao mundo.


◆ Etéreos ◆

Os filhos dos deuses, conhecidos como Etéreos, tornaram-se deuses de segunda geração, cada um com um poder que rivaliza com o dos próprios deuses, recebendo, cada um, uma função específica também.

Agnovax, o filho mais velho de Merítia e Aurelius, tornou-se o deus da guerra, da acusação, da revanche (vingança), da brutalidade e da Força e do Poder, sendo o soberano de todos os conceitos relacionados à Guerra. Conhecido como Ormund pelos Orcs, Kjolstorn pelos Elfos (todos) e Raegan pelos Anões. Vive em uma eterna disputa com seu irmão gêmeo, Anoriax, sempre sendo vencido no final. Seu poder, em termos brutos, torna-o mais próximo de seu pai, sendo o mais forte e poderoso entre os Etéreos, ao superar sua mãe e seu tio, Vexian, porém, em termos gerais, apenas rivaliza com Vexian.

Já Anoriax, o irmão gêmeo de Agnovax, também o filho mais velho dos deuses supremos, tornou-se o exato oposto de seu irmão mais velho, sendo o deus da Paz, da Estratégia, da Bondade (protetor dos Bebês e Crianças), da Boa Justiça e da Prosperidade. As fadas e os elfos luminosos o veneram como Elvenir. Mesmo aparentando fraqueza em suas representações, é tão forte quanto seu irmão, sendo, no entanto, mais astuto, motivo pelo qual sempre o derrota, mesmos eu poder bruto não sendo comparável ao dele. Entre os deuses, seu poder rivaliza com o de sua mãe, que por sua vez é um pouco superior a Vexian.

Finalmente, Hzaelvyr, o filho mais novo de Merítia e Aurelius, tornou-se o deus do Comércio, do Sigilo (patrono dos assassinos), da Ardilosidade e Travessuras (patrono dos Ladrões), das Artes, do Trabalho, dos Mensageiros, e também o patrono de todos os Elfos. É conhecido pelos Elfos como Asteroph, e Harzlug pelos Orcs e Anões. Seu poder é comparável ao de seu primo, Thamor. É atribuído a ele o presente da Luz Élfica dado aos Elfos Luminosos.

Thamor, o filho mais velho de Ixius e Ariarath, e também o Terceiro mais poderoso entre os Etéreos, se equiparando a Vexian em termos de poder, sendo superior ao seu pai, Ixius, e sua mãe, Ariarath. É o líder de todos os Etéreos, sendo escolhido pelo próprio Aurelius, sob orientação de Vexian, para liderá-los, não por seu poder, sabedoria ou astúcia, mas sim por sua força de vontade e seu enorme equilíbrio entre os conceitos bons e malignos. É responsável por dar a ordem aos Anjos, através de Aamon, e às Valquírias, através de Zara, para que estes intervenham no Mundo, seja punindo civilizações, seja abençoando-as, seja levando algum mortal direto ao Néter caso este cometa algum crime contra os deuses.

Aamon, o deus dos Céus e dos Bem-aventurados, sendo o criador dos Anjos. Inicialmente, gerou os 4 Metatrons, através de sua concepção com sua esposa, Zara. À partir de seus filhos, criou os Anjos à sua imagem e semelhança, dividindo-os em 5 hierarquias: Serafins (mais alta), Querubins (segunda), Principados (terceira), Arcanjos (quarta) e por fim, os Anjos propriamente ditos, na última hierarquia. Os 4 Metatrons, chamados de Príncipes do Céu, eram chamados YHWH (Yaeden, Hyczan, Waethard e Hildr), sendo os regentes de toda a Criação, responsáveis por levar a Ordem e o Equilíbrio ordenado por seu pai ao Mundo. Já os Serafins, repassam as ordens de YHWH aos Querubins, que as repassam aos Principados, aos Arcanjos e, por fim, aos Anjos, que veem diretamente ao mundo para cumprir a ordem dos deuses.

Zara, criada por Ixius, sendo sua maior criação, é tão poderosa quanto este, sendo superior a Ariarath, em termos de poder bruto, mas equivalente em termos gerais. Criou as valquírias à partir das asas de seus filhos e de sua própria asa, criando as 12 Skjaldmær (Donzelas escudeiras), que por sua vez criaram as Valquírias propriamente ditas, as quais possuem função de transporte, ou seja, responsáveis por levar a alma de cada ser vivo existente para Heavengard (Reino dos Céus, apenas para os justos, puros e àqueles que não tiveram tempo para tomar conhecimento do bem e do mal), para o Purgatório Vexiano (a maioria das almas) ou direto ao Abismo (apenas as almas suicidas, totalmente malignas ou atrozes).


◆ Netéreos ◆

Os filhos de Titanus, gerados após seu banimento ao Abismo, sendo fruto de sua união com o próprio caos e o vazio (Partenogênese).

Molok, o filho mais velho de Titanus, sendo o Rei-deus do Inferno e dos Demônios, sendo parte da Trindade do Abismo. Quando seu pai caiu e os anjos foram criados, Molok persuadiu metade das forças celestiais ao seu lado e transformou-as em Arquidemônios, que nada mais são do que demônios superiores aos Abissais, sendo uma união entre Anjos Caídos e Demônios Abissais, ao terem aspecto humanoide. Seu poder rivaliza com o de Agnovax.

Marduk, o segundo filho de Titanus, aquele que herdou seu desejo de vir ao plano terreno e trazer o Caos. Criou os demônios Abissais e todas as criaturas infernais. Uma profecia antiga diz que o dia que conseguir entrar no plano terreno certamente trará o Caos e o fim de todo o mundo, pois com sua volta, Titanus poderá deixar o Abismo, e finalmente se vingar de seu irmão. Seu poder rivaliza com Thamor.

Por fim, Nerfarious, a única filha de Titanus, a Rainha do Inferno, casada com seus dois irmãos, tendo em torno de 17 filhos, sendo 7 de Marduk (7 Pecados capitais) e 10 de Molok (10 Mandamentos). Seus filhos são os Príncipes do Inferno, e regem todo o submundo, governando tanto os Demônios Abissais (7 Pecados Capitais) quanto os Arquidemônios (10 mandamentos). Seu poder rivaliza com o de Zara, porém, seu poder mágico é comparável ao de Ixius, tornando-a uma formidável adversária para os deuses. É a deusa da magia negra, dos pecados e da perversidade, sendo patrono dos Bruxos, a quem frequentemente concede poderes, e principalmente de seres de maldade pura. É dito que ela enviou arquidemônios ao mundo para que gerassem filhos com Elfos do Bosque, fazendo surgir a Raça dos Tieflings.


◆ Era de Aelewyn ◆

Início:20.000.000.000 a.C. - 4000 d.C. ]

Com o fim da Guerra entre Titanus e Aurelius, o Primeiro Mundo foi destruído, e assim, coube aos deuses iniciarem um novo, criando assim o Universo, suas variantes (Multiverso) e realidades paralelas.

Nisso, vendo resquícios do antigo mundo espalhados por um certo sistema solar da via láctea, conhecido pelo ser humano terrestre posteriormente como KOI-4878, Aurelius utilizaria as rochas espaciais e fragmentos do Primeiro Mundo para criar, há 5.000.000.000 de anos o mundo batizado como Yaeden. 

No primeiro dia de sua criação, o planeta receberia sua forma quase idêntica ao que se parece na atualidade, criando as formas de vida, desde bactérias, algas, até finalmente os animais.

No segundo dia de criação, criaram-se os biomas existentes pelo mundo, desde florestas densas até bosques de coníferas gigantescos.

No terceiro e quarto dia (últimos) seriam criados os demais animais colossais e criaturas sagradas/míticas.

Depois de 4.995.000.000 de anos, viu-se que os animais criados apresentavam-se com pouco controle de seus instintos, e Anoriax, aconselhando seu pai, faria com que fossem criadas as primeiras Raças Sencientes, conhecidas como Raças Primordiais.

São conhecidas como Raças Primordiais os: Animalistas, as Ninfas, os Gabirús, os Halflings e finalmente os Einherjar.

Com o passar do tempo, muitas raças evoluíram, outras se mesclaram e outras foram quase extintas.

A exemplo de raças que evoluíram, estão as Ninfas, que se tornaram, após quase 4.5 milhões de anos, nas atuais Fadas, enquanto os Halflings evoluíram como os Anões, e os Animalistas evoluíram para etnias civilizadas, inicialmente sendo apenas caçadores e coletores, mas atualmente tendo inúmeras culturas distintas e ricas, tal como as fadas.

Já as raças que acabaram se mesclando, temos por exemplo a união das Ninfas com os Halflings, que após várias gerações de uniões interraciais, fizeram surgir os primeiros Elfos do Bosque, que rapidamente povoaram todo o sul do Grande continente de Tharien, na região hoje conhecida como AElswyth.

Da união dos Gabirus com os Halflings nasceram os Goblins, que com o tempo evoluíram para suas diferentes sub-espécies.

Os Einherjar, considerados a primeira Raça Humana, tinham semelhanças físicas com seus descendentes Jotnar e Humanos. Da união dos Einherjar com os Anões, gerados posteriormente aos Halflings, gerou os Humanos, tal como conhecemos hoje, 300.000 anos atrás, enquanto que os Jotnar são resultado da evolução natural da Raça Einherjar, que após inúmeras gerações, desapareceram no ano 27.889 a.C.

Da união forçada entre alguns Gabirus e os Einherjar, nasceriam os Orcs, que teriam surgido há 700.000 anos atrás, coincidindo com o desaparecimento dos Gabirus.

Não foi antes do ano 17.655 antes da Era de Altwyn (13.655 a.C.) que as demais subdivisões das raças começaram a surgir, pois neste ano, Molok, querendo aumentar ainda mais o número de seus demônios, induziu milhares de anjos a se deitarem com as Ninfas, surgindo, após 4 gerações, os belos Elfos Luminosos.

Concomitantemente, Nerfarious daria a ordem aos Arquidemônios Abissais para que se deitassem com Elfos do Bosque, fazendo surgirem, após 2 gerações, os temidos Tieflings.

Com o surgimento destas raças antagônicas, o mundo começou a sofrer algumas mudanças climáticas que forçaram os Humanos, Anões Setentrionais e Jotnar a deixarem o continente Nórdico de Helsgaard, indo para o Arquipélago de Aelenheim e ao megacontinente de Tharien, onde entrariam em conflito com os Orcs nativos locais, na chamada Primeira Guerra Órquica (10.000 a.C. - 9870 a.C.), dando a vitória para a coalizão dos humanos, anões setentrionais e dos Jotnar.

Já os humanos que teriam ido para o arquipélago se isolariam do resto do mundo, mas evoluiriam para a cultura dos Spartioi, que residiam na cidade de Spartak, na ilha de Dorium.

Ao fim da guerra, os humanos, ao norte, se relacionariam com seus primos distantes, os Jotnar, formando a etnia dos Víkens (Vanesires) e dos Eslavos, que nada mais são do que humanos adaptados ao frio. A maioria dos Bárbaros modernos têm procedência cultural da etnia. Sua cultura se assemelha à dos povos germânicos, celtas e vikings do período do século III a.C. até a Alta Idade Média (476 d.C. - 1100 d.C.).

Por outro lado, humanos que se uniriam com os anões gerariam os Gnomos, e tanto os Gnomos quanto os anões sairiam de onde estavam para o oriente, na região montanhosa próxima do Deserto Ocidental, onde se fixariam e criariam a Primeira Civilização Tecnocêntrica, abençoados por Ixius.

Alguns humanos também seguiriam pelo ocidente, onde se fixariam e formariam a Cultura Sarracena, que em alguns anos os faria se adaptar fisicamente ao deserto, escurecendo suas peles tal como os modernos Etíopes ou Congoleses e demais etnias subsaarianas. No entanto, sua arquitetura, estilo de vestimenta e cultura, assemelhavam-se às culturas arábicas medievais e primitivas, bem como à cultura Sino-Nipo-Coreana.

Os humanos "puros", que não haviam tido relação direta com os Jotnar seguiriam rumo ao sul, encontrando o Grande Lago de Freyhjar (chamado posteriormente de Aethon), onde se estabeleceriam e formariam a cultura dos Gaélicos (ou Itálicos), que nada mais são do que humanos culturamente parecidos aos Romanos antigos, aos Gregos do período Helênico (331 a.C. - 146 a.C.) e aos Bizantinos, inclusive nas vestimentas.

Já os Orcs seriam obrigados a abandonar suas terras ao norte e fugiriam para o sudeste, em Fraelswan, onde se encontrariam com os Tieflings locais e formariam uma coalizão, buscando tomar o controle da região e assim algum dia avançar rumo ao norte e reinvidicar seus territórios anteriores.

Por 200 anos, as duas raças dominariam toda a Costa Leste de Fraelswan e a região de Baelian, onde encontravam-se os Animalistas da Etnia Pantheus, Falconarius e Ursoides.

Mas neste período, após 5 gerações de convívio entre si e acasalamentos interraciais entre Tieflings e Orcs, surgiria uma raça inusitada: os Drows, conhecidos como Elfos Escuros.

Vendo-os como aberrações, muitos Orcs e Tieflings chegaram a proibir relações interraciais entre si e prontamente se separariam, em uma Guerra Civil sangrenta que quase exterminaria a nova Raça, mas, alguns sobreviventes desta "anomalia" da natureza, guiados por uma voz (Titanus), seguiriam em navios para a Ilha de Faestelheim, onde se fixariam longe dos olhos de toda a soiciedade e criariam sua etnia, adorando ao deus maligno Titanus, que segundo estes, seria o seu salvador.

E enquanto isso ocorria, no continente, os Elfos Luminosos se tornariam endêmicos na região de Fraelswan, forçando, pela sua mera presença, os Tieflings a abandonarem o lugar e fugirem ao oeste, para o Deserto Ocidental de Sevengard, onde permanecem até os dias atuais.

Nesse contexto, os Elfos Luminosos passariam a adorar ao deus Hzaelvyr, que presentearia-os com a Luz Élfica, dotando-os de um poder extraordinário e de uma pureza superior à de todas as demais raças.

Mas a pureza deles incomodaria os Elfos do Bosque nativos da região florestal de Aelswyth, e logo, no ano de 8873, durante uma cerimônia anual de virtuosidade e devoção a Hzaelvyr e Anoriax, na qual 1000 virgens élficas se encontraram para manter-se devotas por 10 dias e 10 noites, muitos saqueadores Elfos do Bosque se juntaram e realizaram um estupro coletivo em massa, tomando as mulheres como cativas e engravidando-as, culminando no nascimento de pouco mais de 2000 seres que passariam a ser conhecidos como Elfos Altos. 

Vendo-se desonradas, as mulheres se suicidariam em massa, pois não desejavam seguir gerando proles imaculadas e impuras pelo desejo atroz de seus sequestradores. Mas com seu suicidio em massa, o sangue que escorreria de seu corpo faria surgir, no meio da Grande Floresta de Altmer, a Grande Árvore de Teldrassil, considerada o primeiro Ent, e também, a primeira árvore mágica do mundo e a segunda maior árvore do mundo, atrás apenas da Grande Nirn, da Floresta das Fadas.

Esta, ainda jovem, protegeu os Elfos Altos recém nascidos dentro de seu tronco, enquanto, com sua ligação com a natureza, eliminou os saqueadores elfos do bosque, passando a ser cultuada, posteriormente, tanto pelas Fadas, quanto pelos Elfos Altos e animalistas (Goryans e Lissits). 

E finalmente, no ano 4250 antes da Era de Altwyn, surgiriam, pelo cruzamento entre Orcs e Goblins, os famosos Hobgoblins, enquanto que apenas 200 anos depois, surigriam, do cruzamento entre os Jotnar bárbaros e os Hobgoblins, os Bugbears, que são a maior raça Goblinoide atualmente existente.

O fim da Era de Aelewyn se daria finalmente após bilhões de anos, na Era de Altwyn, na qual surgiriam os primeiros Reinos dentro do continente de Tharien.


◆ Era de Altwyn ◆

Início:4000 d.C. - 8030 ]

Com o fim da Era de Aelewyn, surgiriam 5 Reinos que tomariam a soberania de todo o Continente, sendo eles o Reino de Vanegard, composto pelo território da ilha de Freygard e o território de Snorresheim, anteriormente dos Orcs; o Reino de Sanderheim, composto pelo deserto Ocidental, onde alguns humanos se adaptariam, se unindo aos Tieflings e formando o reino; o Reino de Dweinheim, na região atualmente composta pela fronteira entre Snorresheim e o Deserto Ocidental; o Feudo de Elvenar, composto pela união entre Aelswyth e Fraelswan; o Domínio de Baelian, composto pela região montanhosa homônima, liderada pelos Orcs; e o Reino de Ixelhelhm, na ilha de Faestelheim, liderada pelos Elfos Escuros. Além disso, Nilfgard, a Floresta das Fadas, se tornaria um reino independente, em harmonia com os humanos, e disputa territorial com os Elvenars.

Com a expansão rápida dos Elfos Altos, os Orcs se veriam ameaçados e os enfrentariam em 3 grandes guerras, sendo elas a Segunda (Ano 536 E.A. - Ano 580 E.A.), Terceira (Ano 643 E.A. - Ano 700 E.A.) e Quarta Grande Guerra Órquica (Ano 1245 E.A. - Ano 1600 E.A.), respectivamente. A segunda guerra seria uma vitória esmagadora dos Orcs, porém, na terceira, ambas as forças se esgotariam e fariam uma trégua, e por fim, na quarta, o Domínio de Baelian se extinguiria, pois os Orcs se submeteriam de maneira incondicional aos Elfos Altos, que então conseguiriam todo o controle sobre o Oriente.

No ano 2781 da Era de Altwyn, os Elfos Altos, insatisfeitos com seu domínio, deciririam expandir-se para o Ocidente, entrando em confronto direto com o Reino de Sanderheim, que derrotaria os elfos de forma esmagadora em quase 3/4 da Guerra das Areias (2781 E.A. - 3001 E.A.), porém, não querendo aceitar sua derrota, os Elfos decidiriam realizar um acordo, em que os dois reinos se fundiriam em um Império, tornando-se o primeiro império do mundo, através do casamento entre Duques de ambos os impérios e da união entre o Sultão Ali'saed e da Arquiduquesa Lylian. Diz-se que a relação interracial da raça humana dominante da região e dos duques élficos, após 5 gerações, criaria a Cultura dos Heteus.

Os humanos, por outro lado, evoluiriam seu poder militar, econômico e social com sua aliança com os anões de Dweinheim, mudando suas vestimentas para um estilo Vitoriano, Iluminista e Renascentista, através das trocas culturais com os anões, sendo roupas que persistiriam até os dias atuais.

Em 2800 da Era de Altwyn surgiria a primeira máquina fotográfica, datilográfica e calculadora dos anões, sendo invenções muito usadas atualmente.

Em 3581, os Elfos Altos descobririam a Ilha de Faestelheim, e enviariam uma primeira colônia exploradora para descobrir mais sobre ela, porém, o primeiro contato seria um fracasso, pois os moradores locais, os Drows, matariam todos os colonizadores e usariam seus corpos em seus rituais macabros.

Não foi até 3651 da Era de Altwyn que os Elfos enviariam uma expedição militar para a região, e em apenas 1 ano depois disso, iniciaria-se a Grande Guerra de Svartenheim, que terminou efetivamente após 378 anos de confrontos sangrentos e brutais, culminando no Extermínio de 60% da população local, na escravidão de metade dos sobreviventes (com seu deslocamento forçado para Fraelswan) e na submissão plena de 1/4 dos sobreviventes. 

Mas mesmo que a guerra pareça haver findado, 1/8 dos Drows não se conformaram com o domínio e ainda hoje fazem confrontos de guerrilha na Ilha de Faestelheim, e depois de muitos anos de domínio, evoluiriam para ter uma maioridade acelerada, menos expectativa de vida e maior natalidade, visto que as mulheres passaram a nascer com 2 úteros, podendo gerar 2 filhos de uma vez ou, em casos raros, até 4 ou 8.

Ao fim da guerra, terminou-se a Era de Altwyn e iniciou-se a Era de Eladriel.


◆ Era de Eladriel ◆

Início: [ 8030 - 11.906 ]

Após o fim da Guerra contra os Elfos Escuros, os Elfos Altos, vendo o preço alto que pagaram pelo confronto, decidiriam cessar seu expansionismo, de modo que a taxa de natalidade das raças em seu domínio subiriam de forma estrondosa, surgindo inclusive, algumas gerações novas de seres gerados de forma interracial.

Os Elfos Luminosos, compadecidos com o sofrimento dos escravos Drows e de alguns cativos ou libertos, também se aproximariam destes, gerando, no ano 1060 da Era de Eladriel, o primeiro Eladrin, que herdaria as características físicas de ambos os pais.

Em 1000 anos, a população Eladrin subiria tanto que os Elfos Altos forçariam todos da raça a se deslocarem forçosamente para a recém construída cidade de Doppelheim. Não demoraria muito, e a cidade seria a mais populosa do mundo.

Concomitantemente, o Reino de Dwenheim, misteriosamente, deixaria de existir, e suas cidadelas tecnológicas seriam abandonadas forçosamente. A teoria mais plausível para seu desaparecimento é a de que suas máquinas tecnomágicas ganhariam vida própria e exterminariam seus criadores, mas a mais aceita pelos estudiosos e pelos eruditos da magia, é que um Vírus ou Bactéria potencialmente Pandêmico, vindo das profundezas das cavernas e que teria surgido após explorarem o subsolo mais do que deveriam, sendo o motivo por suas peles terem uma tonalidade tão parda e próxima ao cinza dos Elfos Escuros.

O reino dos humanos e dos elfos altos entraria em conflito, mas antes que uma guerra formal fosse declarada, os Eladrins, vendo-se superiores por seu enorme poder, formariam um exército de assassinos que obrigaria, no ano 3846 da Era de Eladriel, todas as Raças a se unirem e destruírem os Eladrins, sendo a guerra mais sangrenta da história e que culminaria no extermínio e isolamento dos Eladrins, conhecida como a Grande Guerra de Tharien.

É dito que neste tempo, Marduk quase veio ao mundo trazido pelos Eladrins, mas Aelen (ou Alicia), filha de Zara e Aamon, junto a sua mãe, derrotaram-no em um confronto épico, salvando toda a humanidade.

Ao fim da guerra, no ano 3876 da Era de Eladriel, iniciaria-se a Era de Erwyn (a atual), e junto dela, a soberania humana sobre todas as Raças, com o governo do primeiro imperador, Tiberius I, que criaria o Império Thariano, unificando todo o Continente de Tharien sob a liderança humana, com um Conselho Feudal Aristocrático de todas as Raças, tal como um parlamento, algo que desagrdou todos os Elfos Altos, mas agradou todas as demais raças, que sentiram-se representadas.

Os representantes de cada Raça eram conhecidos como Ministros, nomeados por eleição popular direta e governavam de forma vitalícia, mas não hereditária, enquanto o povo também elegia os parlamentares, conhecidos como Senadores, e o imperador nomeava Senhores Feudais (Governadores de confiança) para comandarem as províncias, porém, equilibrando o poder do imperador, os Ministros elegiam, a cada década, um Chanceler, para que este tivesse poderes executivos quase plenos como administrador imperial, deixando o imperador mais como uma figura representativa e militar, e menos uma figura política. 


◆ Era de Erwyn ◆

Início: [ 11.906 - Atualmente (12.652) ]

O fim da Guerra de Tharien trouxe finalmente paz e estabilidade ao império por quase 600 anos, mas nos últimos 100 anos, os Drows, vendo-se com mais liberdade e poderes de escolha, começariam a protestar reinvidicando seus direitos de independência e a liberdade dos ainda escravizados elfos na Costa Leste de Fraelswan.

Grande parte do povo apoiava a independência da Ilha de Faestelheim, sendo majoritariamente compostos por Humanos, Animalistas, Fadas, Anões, Jotnar, Elfos Luminosos e Elfos do Bosque.

No entanto, entre os Elfos Altos, havia um certo impasse, pois 20% era favorável à manutenção da escravidão élfica (apoiados pelos Tieflings e Orcs), 15% era favorável à manutenção tanto da anexação quanto da escravidão, 10% era favorável à sua libertação e todo o restante (55%) era favorável ao extermínio dos Drows, alegando superioridade racial e supremacia sobre todas as Raças.

Nisso, surge Lucius Sven Ragnarson, um paladino, filho do lendário paladino Ragnar Sven Snorresson que derrotou o Cavaleiro Negro de Marduk, com Alícia, a maior e mais poderosa entre os anjos, abaixo apenas de Aamon, seu pai, e Zara, sua mãe. Nascido no ano 733 da Era de Erwyn, fruto desta união proibida, Lucius não cresceu com sua mãe, pois logo após seu nascimento, esta foi jogada ao Abismo, condenada à prisão eterna do 1ºCícrulo do Inferno. Ragnar, seguindo a ordem de sua amada, seguiria em frente, casando-se com outra mulher, 5 anos depois, chamada Naelia Climena, com a qual geraria, em 739, sua filha caçula, Lucilla Ragnarsdottr.

Ragnar era um amigo próximo de Castiel Eriksen Abaddonus, conhecido como o Paladino Negro, com o qual derrotou, junto, ao Cavaleiro Negro de Marduk. Esta proximidade era tanta, que o primogênito de Castiel, Baradiel Abaddonus, cresceu na academia dos paladinos, sendo amigo de infância de Lucius, convivendo com ele até seus 10 anos.

Mas, por coincidência do destino, membros do Alto Conselho dos Paladinos descobriram a origem do filho de Castiel, e como prova de sua lealdade à causa, ordenaram que o matasse, mas este, negando-se a isto, viu-se excomungado de sua Ordem, fugindo com Baradiel para Malakar, uma cidade a oeste de Hattusan, capital do Deserto Ocidental, onde treinou seu filho não mais como um Paladino, mas como um Algoz, o que afastou definitivamente ele de Lucius, desde então.

Vendo o potencial enorme de seus filhos, Ragnar colocaria Lucius desde cedo na Ordem dos Paladinos de Agnovax, enquanto que Lucilla seria enviada ao Mosteiro de Sethgard, onde seria treinada por Aemund, o Cego, sendo colega de academia de Aaron Steelheart, um humano Heteu, descendente de nômades do deserto, e Cheon Seldarion (Lua de sangue), um Elfo Luminoso que ficou famoso por haver dado sua vida, futuramente, para salvar a capital da ameaça abissal.

Lucilla não durou muito no Mosteiro, saindo ao completar 15 anos, pois apresentava-se rebelde e negligente com os ensinamentos de seu sensei, e seu pai, vendo isso, decepcionado, colocou-a no exército, obrigando-a a adquirir disciplina forçosamente.

Depois, no ano 764 da Era de Erwyn, durante uma manifestação pacífica dos Drows, a Chanceler imperial, Eleanor, que tinha uma posição favorável ao extermínio Drow, ordenaria que a manifestação fosse interrompida violentamente, e no meio do conflito entre manifestantes e autoridades, Marduk ressurgiria, mas sua presença física no plano terreno ainda era instável, e logo seria jogado novamente ao abismo, mas mandaria inúmeros demônios abissais para o mundo.

Naquele momento, o pai de Lucius, Ragnar, já estava bastante envelhecido, e não tinha mais forças para lutar, de modo que Lucius sairia de sua casa para ver quem havia iniciado toda aquela confusão, e durante o tempo em que enfrentaria alguns guardas, conheceria uma anjo, Elizabeth, filha de dois importantes nobres arcanjos, Neliel (mãe) e Zariel (pai), e juntos, ambos ajudariam os civis a se afastarem dos guardas, enquanto confrontavam os policiais, impedindo que seguissem machucando as pessoas.

Lucilla, que ainda era uma soldado raso, estaria, naquele momento, no quartel feminino, recebendo as ordens de suas superiores para que agredissem brutalmente todos os manifestantes. Sua amiga de quartel, Alanyz, uma Elfo Escuro, mesmo indo contra a própria espécie, o fez sem pensar duas vezes, indo contra Lucilla, que então se afastaria de sua amiga, reencontrando-a meses depois, quando Elizabeth teve que eliminá-la.

Nisso, alguns demônios abissais possuiriam guardas imperiais, e Lucius, junto a Elizabeth, Lucilla e Helbrain Maxwell, um Tiefling, derrotariam estas criaturas após muito esforço, ganhando um breve reconhecimento do imperador e de Eleanor, que teria sido salva por Lucius, inclusive.

Mas aquilo havia apenas começado, e meses depois, um encapuzado, daqueles que foram responsáveis por tentar trazer Marduk ao mundo, atacaria uma região da capital, próxima onde Lucius estaria, e este, mais uma vez, com Elizabeth, Lucilla e Max, derrotariam a ameaça, levando o encapuzado para o imperador, o qual o colocaria sob tortura mental de seus carcereiros da masmorra, tirando dele a informação de que pertencia a uma seita chamada Flagelo de Prata, e que não era um Drow, como a chanceler havia presumido, e sim um Eladrin, a raça que achavam ter sido extinta 764 anos atrás.

Perplexo, o imperador Julianus XII ordenou que Lucius fosse novamente investigar mais pistas, desta vez em uma cidadela abandonada da civilização de Dwenheim, ao norte. Nisso, Lucius conheceria seu meio-irmão por parte de mãe, o Anjo Santz, filho de Aelen com o Grão-Serafim, Uriel. Ele ainda não saberia que este era seu irmão, mas ambos se ajudariam nesta missão, onde enfrentariam outro encapuzado em ruínas dwenheinianas, trazendo para o imperador mais um Eladrin, com o qual investigariam os próximos passos da seita, conhecida como O Flagelo de Prata.

Depois, Santz revelou a Lucius ser seu irmão, além da punição sofrida por sua mãe, e ambos se tornaram grandes aliados. Durante os próximos anos, no Torneio Imperial, por 4 vezes consecutivas, Lucius se consagrou o campeão, derrotando sua irmã duas vezes em Três finais, e empatando com Elizabeth em uma final.

Nisso, Elizabeth se casou com Lucius, e ambos tiveram Otto, um híbrido 1/4 anjo, com grandes poderes, e que viria a se tornar o alvo do Flagelo de Prata para seus planos diabólicos.

Atualmente, no ano 775 da Era de Erwyn, o flagelo de prata busca capturar o filho de Lucius e Elizabeth, pois por este ter em si o sangue de Aelen, aquela que derrotou Marduk, correndo por 25% de suas veias, e mais 50% de sangue angelical puro, este se tornaria um receptáculo perfeito para Marduk poder vir ao mundo, de modo que é o dever de Lucius e quem quer que se aproxime dele, detê-los, ou o mundo acabará!

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